Jean Michel Jarre volta no tempo e faz suas considerações sobre synths analógicos
Posted by Domingos Moreira on Thursday, October 29, 2009
Under: Notícias
Um
dos pioneiros no uso massivo de sintetizadores há mais de
três décadas, o músico francês Jean Michel
Jarre declarou recentemente em entrevista ao
respeitado jornal britânico The Sunday Times o seu eterno
fascínio - e atual surpresa - pelos synths analógicos.
Foi com o uso destas incríveis máquinas que ele compôs “Oxygéne” em 1976, num estúdio caseiro de oito canais montado na cozinha de seu apartamento. “Na época o álbum foi rejeitado por várias gravadoras”, afirmou Jarre. Sobre os motivos, o mago francês dos teclados apontou algumas das inúmeras desculpas dadas a ele na época: “Não tem vocais, não tem canções, as faixas são muito longas, elas têm todas o mesmo nome”.
Um dos maiores sonhos de Jarre – além de realizar faraônicas performances que já foram parar até no Guiness - era aproveitar os benefícios do avanço tecnológico e regravar o álbum, sem abrir mão de seus de synths analógicos. Dito e feito – o CD/DVD “Oxygéne: New Master Recording” acabou de ser lançado.
Atualmente em turnê com o “novo” material e com seu notável arsenal eletrônico, Jarre declarou que “quando tirei os instrumentos do estoque a testei-os novamente, me dei conta de algo que até eu tinha esquecido - que estes instrumentos são únicos. Optar pelo uso destes velhos sintetizadores, ao invés de seus equivalentes modernos, não é uma coisa retro, não é nostalgia; é porque o progresso tecnológico não tem quase nada a ver com a qualidade do instrumento.”
Ele acrescenta ainda: “um violinista hoje preferiria tocar com um Stradivarius, que foi feito há 400 anos, mais do que com qualquer outro violino, enquanto muitos guitarristas diriam que as melhores guitarras elétricas já feitas foram a Gibson Lês Paul e a Fender Telecasters do final dos anos 50. É o mesmo com os synths analógicos”.
“Eles são completamente irracionais, mas aí é que está a fonte de inspiração. Ao vivo, é quase impossível reproduzir Oxygéne fielmente com o uso deles , pois não apresentam “presets” ou memória, é bem capaz que o som que saia deles seja diferente do que você planejou – e a platéia percebeu isso e tem reagido positivamente com isso - pois é ao vivo e se estabelece um fator humano, numa época em que tudo anda tão perfeitinho e limpo”, conclui o autor de outras obras-primas como ‘Equinoxe’, ‘Magnetic Fiels’ e ‘Zoolook’.
Escrito em 24/03/08 por Luis Depeche em Entrevistas, Lançamentos, Notícias
Foi com o uso destas incríveis máquinas que ele compôs “Oxygéne” em 1976, num estúdio caseiro de oito canais montado na cozinha de seu apartamento. “Na época o álbum foi rejeitado por várias gravadoras”, afirmou Jarre. Sobre os motivos, o mago francês dos teclados apontou algumas das inúmeras desculpas dadas a ele na época: “Não tem vocais, não tem canções, as faixas são muito longas, elas têm todas o mesmo nome”.
Um dos maiores sonhos de Jarre – além de realizar faraônicas performances que já foram parar até no Guiness - era aproveitar os benefícios do avanço tecnológico e regravar o álbum, sem abrir mão de seus de synths analógicos. Dito e feito – o CD/DVD “Oxygéne: New Master Recording” acabou de ser lançado.
Atualmente em turnê com o “novo” material e com seu notável arsenal eletrônico, Jarre declarou que “quando tirei os instrumentos do estoque a testei-os novamente, me dei conta de algo que até eu tinha esquecido - que estes instrumentos são únicos. Optar pelo uso destes velhos sintetizadores, ao invés de seus equivalentes modernos, não é uma coisa retro, não é nostalgia; é porque o progresso tecnológico não tem quase nada a ver com a qualidade do instrumento.”
Ele acrescenta ainda: “um violinista hoje preferiria tocar com um Stradivarius, que foi feito há 400 anos, mais do que com qualquer outro violino, enquanto muitos guitarristas diriam que as melhores guitarras elétricas já feitas foram a Gibson Lês Paul e a Fender Telecasters do final dos anos 50. É o mesmo com os synths analógicos”.
“Eles são completamente irracionais, mas aí é que está a fonte de inspiração. Ao vivo, é quase impossível reproduzir Oxygéne fielmente com o uso deles , pois não apresentam “presets” ou memória, é bem capaz que o som que saia deles seja diferente do que você planejou – e a platéia percebeu isso e tem reagido positivamente com isso - pois é ao vivo e se estabelece um fator humano, numa época em que tudo anda tão perfeitinho e limpo”, conclui o autor de outras obras-primas como ‘Equinoxe’, ‘Magnetic Fiels’ e ‘Zoolook’.
Escrito em 24/03/08 por Luis Depeche em Entrevistas, Lançamentos, Notícias
In : Notícias
Tags: entrevista
